quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Não me diz respeito

Um rato olhando pelo buraco na parede vê o fazendeiro e a sua esposa abrindo um pacote.
Pensou logo em que tipo de comida poderia ter ali. Ficou aterrorizado quando descobriu que era uma ratoeira. Foi para o portão da fazenda advertindo a todos.
- “Tem uma ratoeira na casa.”
A galinha que estava cacarejando e ciscando, levantou a cabeça e disse:
- “desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que é um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.”
O rato foi ate o cordeiro e disse a ele:
- “tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira.”
- “Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer a não ser orar, fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas orações.”
O rato dirigiu-se então a vaca. E ela disse:
- “O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Pôr acaso estou em perigo? Acho que não!”
Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.
Naquela noite ouvi-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não viu que a ratoeira pegou a calda de uma cobra venenosa. A cobra picou a mulher.
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal – a galinha.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o cordeiro.
A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.

“Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.

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